Assisti recentemente, numa última sessão de exibição em Curitiba, fechada a convidados, ao filme O Sal da Terra, de Eloi Pires Ferreira. O longa-metragem pode ser enquadrado no gênero road movie; avis rara na cinematografia brasileira.
A sessão, reservada a convidados do diretor, foi projetada na Cinemateca da Fundação Cultural de Curitiba, cuja direção é de minha amiga Solange Stecz.
Assisti junto de outro amigo, o diretor Glauber Gorski, realizador de quadros de humor na Revista RPC da Globo paranaense, onde dirige, entre outros, ao humorista Diogo Portugal. Bom assim, pois assistir a um filme com a possibilidade de dialogar sobre aspectos da obra, com quem entende do assunto, é sempre melhor.
Quanto ao filme, vários elogios: roteiro conciso, boas tomadas externas, belas panorâmicas, som de alta qualidade, trilha bem posta, condução de direção segura e boas interpretações. E, claro, com os elementos comuns a um road movie que se preze.
A narrativa do filme faz analogia aos ritos litúrgicos de uma missa católica, e serve como base para apresentar as “andanças” do Padre Miguel pelas estradas brasileiras, levando fé, conforto espiritual e um papo amigo aos viajantes, como ele. Boas caracterização e interpretação do ator Edson Rocha, como o padre caminhoneiro.
O Sal da Terra venceu os prêmios de melhor longa-metragem no II European Spiritual Film Festival e no Margarida de Prata 2009.
Além do diretor Eloi Pires Ferreira destaco o trabalho dos amigos Celso Cava Filho (diretor de fotografia), Josiane Orvatich (produtora executiva) e Alessandra Moretti (continuísta).
Em fevereiro, O Sal da Terra será lançado em DVD. Ainda em 2010, sai o segundo longa de Eloi, Curitiba Zero Grau. Oportunamente postarei sobre isso.

