Autor

Rogério Covaleski é Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, Mestre em Comunicação e Linguagens (UTP), Especialista em Propaganda e Marketing (ISPG/SPEI) e Graduado em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda (PUCPR). Possui 22 anos de experiência no mercado profissional de comunicação, em agências, anunciantes, veículos e fornecedores. Há dez anos atua também no ambiente acadêmico, como Professor e Coordenador de cursos de graduação e pós-graduação na área de Comunicação Social.

Estrangeirismos na publicidade

Traduzir?

Foi sancionada pelo governador do Paraná, Roberto Requião, uma lei que “disciplina”, eufemisticamente dizendo (note-se o sarcasmo), o uso de termos estrangeiros em publicidade. A partir de agora, em todo o território paranaense, peça ou campanha publicitária que fizer menção em sua mensagem a termos estrangeiros precisará, em mesmo tamanho e destaque, traduzir para [...]

Audi e Godfather

Rever recentemente O Poderoso Chefão, o primeiro filme da clássica trilogia de Francis Ford Coppola, fez-me lembrar de um interessante exemplo de intertextualidade, justamente no espaço mais valorizado da publicidade mundial. O jogo final do campeonato de futebol americano, conhecido como Super Bowl, é um dos espetáculos midiáticos de maior audiência no mundo – com [...]

Ensino, aprendizagem e prática publicitária

O título do post se refere ao artigo que estarei apresentando no Grupo de Pesquisa de Publicidade e Propaganda, no XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Intercom 2009. Data e horário da apresentação ainda não estão definidos. Oportunamente atualizarei os dados, tão logo a programação definitiva do evento seja divulgada.

Segue abaixo [...]

TAM + King Kong + Titanic

Na linha de curiosas campanhas com elementos intertextuais entre cinema e publicidade, que cito em meu livro, eis mais um exemplo: quando a TAM anunciou a programação do seu novo entretenimento de bordo, fez uso de imagens que remetem a filmes de grande êxito, como King Kong (Peter Jackson, 2005) e Titanic (James Cameron, 1997).

O [...]

Vilões de 007 em coleção da Swatch

Richard Kiel (Jaws)

A 007 Villain Collection by Swatch “homenageia” os impagáveis vilões dos longas-metragens protagonizados por James Bond, lançando elaborados modelos com design tematizado a cada um dos filmes da longeva série de espionagem. No catálogo da coleção figuram todos aqueles que se confrontaram com o lendário espião britânico. Para relembrar: Dr. No (Dr. [...]

Artistas devem analisar a própria obra?

A pergunta que me fiz há poucos dias intitula este post. Após assistir à palestra de Gary Hill, esta semana (Auditório MON), fiquei a pensar a respeito. Não questiono a importância deste videoartista no contexto da videoarte mundial. A obra dele já foi exposta nos principais museus, premiada em bienais, debatida academicamente e analisada pela [...]

Uma aventura artístico-industrial

Madonna (Erró, 1984)

Buscando estimular a arte de vanguarda a Renault convidou artistas a criarem obras tendo como temática, ou mesmo matéria-prima, a rotina de produção de uma indústria automobilística, e a fazerem uso, por vezes, até de peças e acessórios da linha de produção. O resultado forma o acervo da Coleção de Arte Renault, [...]

Viagem em cores e no tempo

Imperdível! Está em exposição no MON, em Curitiba, as fotografias em cores, aplicadas em placas de vidro, conhecidas como autocromos, cuja técnica foi desenvolvida pelos irmãos Lumière, também criadores do cinematógrafo.

Autocromo, 1910

Não há como deixar de nos sentirmos tripulantes de uma máquina do tempo, que em segundos transcorre um século, ao nos depararmos com [...]

Prólogos: híbridos do teatro e do cinema

Durante o Encontro da Compós deste ano, realizado em Belo Horizonte, na PUCMG, assisti a um trabalho muito interessante, intitulado “Prólogos envenenados”. A autora, Luciana Corrêa de Araújo, Professora da Universidade Federal de São Carlos, realizou uma investigação que remonta à década de 1920, quando apresentações teatrais antecediam as exibições cinematográficas nas, à época, novas [...]

Dadinho é o “carpaccio”!

Trecho do livro Cinema, publicidade, interfaces (p. 49):

“Quase ao fechamento da presente obra, já em sua fase de pré-impressão, mais um exemplo notório de alusão intertextual começou a ser veiculado na tevê e mereceu ser comentado, ainda em tempo. A campanha de lançamento do programa de relacionamento com o cliente da operadora Claro, intitulado [...]